Toca a vida

/ 8 de jul. de 2012 /
Hoje é dia 8, né? Falo isso pois eu talvez tenha em meu subconsciente uma ligação com datas iniciais de coisas quaisquer. Sabe, Bárbara? A gente cria muito, reflete muito, filosofa, critica, ama, sonha e também pensa muito. Eu sinto que a gente tem de começar a registrar em algum lugar nossas estranhezas intelectuais da vida. Folhinha A4? Caderninho comprado na lojinha do Vavá? Bloquinho Moleskine? Não, não e não. Na verdade talvez e até mesmo - por que não? - sim, sim e sim. Pensei que um dia seria necessário digitalizar tais coisas então a escapatória pensada foi mesmo a plataforma de um bom e velho blog. Conteste, critique ou sugira outras casos você possua.
No banho, pensei para onde é que vão as coisas que a gente simplesmente pensa enquanto se inspira em meio a tanta pressa. A gente sonha. Sonha muito. De folha em folha a gente faz a seleção do que escolhe e elege na ênfase de qualquer decisão da vida. A arte, a antropologia e a religião tem feito parte dessas duas ânimas e a gente tem visto muito isso, como você mesma já comentou comigo.
Vou documentar aqui algumas folhas que caem sobre minha cabeça em relances vitais e plurais de localidades, velocidades, pessoas. Estes últimos, relacionados ao meio, obviamente. Pessoas e vazios, ternuras e outros sentimentos, animais e objetos, ventos e estiagens também estarão presente se assim tiver de ser.
No banho também pensei que isso, documentado assim, pode até virar uma obra de arte contemporânea, um livro, um nada qualquer o quê ou um simples blog mesmo. Mas isso não importa. A gente tem dúvidas como sempre tivemos. Precisamos sobreviver, trabalhar mas também se desligar. Desliguemos aqui, sem pressa. Vou ficar ansioso pelo seu pensamento assim como penso que todo mundo fica quando termina de escrever e enviar algo para alguém pensar. Seguirei registrando meus estranhamentos.

1 comentários:

{ Bárbara Altivo } on: 11 de julho de 2012 às 18:03 disse...

Uma coisinha gostosa na barriga me faz dobrar o tronco um pouco pra frente agora: sensação de encontro.Dessa sua vontade de registro eu compartilho. Nossas provocações merecem ser concretizadas na virtualidade deste blog. Tanta riqueza que se espraia do entre-nós, como você falou, que matéria-prima sutil não falta. O que o doc segue é mesmo o movimento dos nossos diálogos, rastro de um universo bem maior que escapa pelos dedos da linguagem. Estranhamentos pululando, aí vamos nós. Juntos.

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